Publicado: 19/08/2011 em Pensamentos

Colors

Publicado: 16/05/2011 em Vida
My Colors
Posted and Photographed by: Thomas Garfunkel.
 

Te amo

Publicado: 19/04/2011 em Vida

Minha boca saliva,
meu desejo pulsa,
minhas pernas perdem a direção,
meu chão flutua e a saudade aperta.

Posted by: Thomas Garfunkel

The Winner Takes it All

Publicado: 11/04/2011 em Vida

Posted by: Thomas Garfunkel

Peractorum

Publicado: 09/02/2011 em Pensamentos

Sinto uma saudade de você, às vezes.

Quero ter você perto. Vomitar meu gozo de prazer e te atirar nomes feios, cheios de versos de amor.

Canções de Tom para começar o dia de Sol, astro Rei, raiando belamente às 7 da manhã. E acordar 1 segundo antes do despertador soar o canto dos pássaros. Tomar café lentamente assistindo o jornal, enquanto você acompanha o movimento das ações no seu jornal diário e comendo sua salada de frutas com melancia.

Estou farto deste trânsito infernal. Quero morar no meio do mato. Escrever meus textos de amor e sorrir, sonhar que te amo profundamente.

Preciso de um avião que voe baixo, sem pressurização. Que voe lentamente. Quero estar ouvindo Desafinado e olhar o sol. “Se você disser que eu desafino amor, saiba que isso em mim provoca imensa dor…”

Sinto saudades. Saudades do nada. Não sinto saudades.

Você me prometeu Malbec mas trouxe esse frizante nojento. Quero tempestades durante a madrugada, e te agarrar por causa do medo. Cinema em casa. Sex on the beach com os amigos. Livros de Neruda, incensos da Índia, leite da terra.

Olhar nos fundos dos seus olhos, eles me deixam no ar. E te amar. Eu nunca te amei. Odeio os seus gatos e seu inglês leviano.

Quero ter uma bicicleta e vender o carro. Caminhar entre as pedras debaixo de chuva. Chegar a ascender a lareira, queimar pinhas. Ter a casa cheirando a lavanda.

Te ter perto, não só te ver da perimetral. Ontem eu ouvi que tenho que aprender a pedir, e há tempos, que espero muito das pessoas. Afinal, o que eu sou, o que me torna e transforma? Está tocando a sua música…

“E o que que a vida fez da nossa vida?”

Written by: Thomas Garfunkel

E já estou eu aqui com minhas siglas, reclamou. FGTS, GPS, DARF, CAGED…

E ficou mesmo amargurada por ser controlada por elas… E constatou o quanto seu consumo de café era fruto dessa frustração. E culpou o mundo e parou de repente pra pensar no quanto estava sendo ridícula. Odeia tanto as reclamações dos outros quanto as dela mesma. Que desperdício…

“É que depois de seus beijos, minha boca nunca mais será a mesma!” Era assim que ela se despedia e transformava seu reencontro matinal com as siglas mais frustrante.

E existia forma de parar de sentir tudo aquilo? Nojo, frustração, ódio, autopiedade? Havia escolhido logo os sentimentos que faziam parte obrigatória da grade curricular. Não havia jeito, era aprender a mudar de caso pois eles estariam sempre lá como tatuagem.

 

Pretensão

Publicado: 31/01/2011 em Uncategorized

E andava mesmo enojada. Os venenos que algumas pessoas faziam questão de destilar a tiravam do sério. Achava total desperdício de tempo. Não havia propósito. Explicação tinha, mas preferia não pensar a respeito. Isso tudo é tão essencialmente ofensivo, quase heresia…

Uma semana de ódio e solidão, mas não conseguia entender por que se importava tanto!

E todas aquelas pretensões de parecer sempre alguém de comentários ácidos, que mete o dedo na ferida, que não se importa com nada… Ai, isso tudo me deixa cansada, suspira numa tentativa de não fechar os olhos e deixar o interlocutor no vazio do seu cochilo repentino. Preciso de um café… Forte e com Vodka!

 

Enjoy the Silence

Publicado: 18/01/2011 em Pensamentos

E já fazia três dias que não pronunciava sua opinião. E passava o dia a se limitar em balançar a cabeça para indicar não e subir e descer a testa pra dizer sim. Os amigos já se questionavam a respeito do silêncio… Logo ela sempre tão taxativa, sempre tão grandiosa em suas afirmações e sem contar suas inúmeras e mirabolantes teorias. E tinha teoria para tudo. Tudo.

E tinha a teoria do copinho de café… O café, quando servido nesses copinhos de água (esses dos escritórios em que ela vinha trabalhando desde os dezessete anos), fazia ser liberada uma substância (não sabia ao certo qual era) que ao longo dos anos grudaria na parede do seu estômago e não sei como, mas faria um grande e catastrófico estrago. E essa era a explicação para sua gastrite crônica, essa era a explicação para o copo d’água que sempre acompanhava sua dose de café. A água sempre ajuda, sempre purifica, pensava ela se iludindo…

Mas era silêncio turbulento, daqueles tagarelas, cheio de indagações. O Silêncio (com letra maiúscula, pois exige respeito) pra ela era sempre mortal, porque deixava sua cabeça cheia de idéias mórbidas e conclusões assustadoras. Achava incrível sua capacidade de se interessar instantaneamente por qualquer um. Ela sempre se deixava levar pela primeira, segunda, terceira impressão. Era quase, quase mesmo ingenuidade. Só não era ingenuidade de fato porque os ingênuos fazem parte de um grupo que exige total crença e força de vontade dos demais… É quase impossível acreditar em ingenuidade, ainda mais em nossos tempos. E ficava igualmente maravilhada com a intensidade que se decepcionava com essas mesmas pessoas outrora geniais. Mas por que perdia tanto tempo se decepcionando? As pessoas apenas são o que são. Ponto. Ninguém nasceu com o intuito de te sacanear! Achava detestável ser tão egocêntrica…

Não sentia vontade de falar, de participar. Não era opção, era fato. Estava mergulhada em sua insatisfação, quase presa, incrédula.

Acordava e adormecia assim, no automático. Sua consciência se dava conta de ter despertado e as vozes começavam com as indagações e conclusões automáticas. Até que se pegou imaginando: Se eu fosse uma menina daquelas bem vaidosas, que cor pintaria minhas unhas?

 

Eu não quero muito

Publicado: 13/01/2011 em Pensamentos

Eu quero ficar em casa sozinho com você.
 
Luzes apagadas. O abajour aceso.
Silêncio. Um incenso aceso.
Celular desligado. As janelas escancaradas e um vinho rosé.
 
É pedir muito para uma quinta a noite?

Written by: Thomas Garfunkel

6 a.m

Publicado: 15/12/2010 em Pensamentos

Tinha os olhos cobertos pela ressaca e esperava que realmente alguém a surpreendesse naquele começo de dia. Sempre esperava surpresas, e concluiu: “apenas existir não é o bastante.”

Passou o tempo se questionando sobre falsas cortesias, odiava dar bom dia. Pra quê? Soa tão falso… Por que devo me forçar a expressar tamanha falsidade? As pessoas esperavam mesmo que eu tivesse um “bom dia”? Sua mãe não se cansava de tentar transformá-la numa menina educada e sempre obrigava a distribuir sorrisos e a bosta do “bom dia” e ela explicava: “Mas estou de mau humor, não vejo sinceridade nisso! Porque não posso ficar com o ‘e aí’? Tô de saco cheio do mundo me cobrando essa porcaria, prefiro as interjeições!”

E olhou mais uma vez pro teto antes de adormecer… A noite anterior havia sido emocionalmente movimentada. O melhor amigo que pela trigésima vez havia prometido comparecer e não foi, cerveja grátis (que a fez perder o controle e beirar o coma alcoólico), ciúmes por causa de uma menina bêbada (depois de uma experiência extra-sensorial o marido agora cismava que ela era bissexual), nova banda, novos amigos, reencontrar fantasmas (e tem gente que não acredita em zumbi)… Muitas provocações, muitos testes de limites… E pegou no sono, deu um branco, quase um apagão.

Alguns minutos depois de despertar no susto, testou alguns limites e se deu conta de que as aparências haviam pregado uma peça nela (novamente!). Ela até conseguia ouvir uma voz (dizem que é a consciência, mas havia perdido há muito tempo), com um leve tom de arrependimento… Leve!

E pensou em dor, em jogatina, relembrou algumas coisas e chegou à conclusão de que procurar e achar nem sempre combinam. E definitivamente a expectativa às vezes atrapalha, mas que é totalmente paradoxal porque quando ela quer, nos deixa com os olhos brilhando.
E resolveu rotular o fato (coisa que odeia fazer, mas o momento pedia, quase implorava por um rótulo…) hipocrisia. E tem gente que prefere viver assim. E eu tenho por obrigação aceitar, pensou.

Written by: Le

O seguinte artigo de Drauzio Varella foi publicado na sua coluna da
“Ilustrada”, da Folha de São Paulo, no sábado, 4 de dezembro.
Republico-o por considerá-lo um dos textos mais lúcidos e inteligentes
que já li sobre o assunto.
Violência contra homossexuais

A HOMOSSEXUALIDADE é uma ilha cercada de ignorância por todos os
lados. Nesse sentido, não existe aspecto do comportamento humano que
se lhe compare.

Não há descrição de civilização alguma, de qualquer época, que não
faça referência a mulheres e a homens homossexuais. Apesar de tal
constatação, esse comportamento ainda é chamado de antinatural.

Os que assim o julgam partem do princípio de que a natureza (leia-se
Deus) criou os órgãos sexuais para a procriação; portanto, qualquer
relacionamento que não envolva pênis e vagina vai contra ela (ou Ele).

Se partirmos de princípio tão frágil, como justificar a prática de
sexo anal entre heterossexuais? E o sexo oral? E o beijo na boca? Deus
não teria criado a boca para comer e a língua para articular palavras?

Se a homossexualidade fosse apenas uma perversão humana, não seria
encontrada em outros animais. Desde o início do século 20, no entanto,
ela tem sido descrita em grande variedade de invertebrados e em
vertebrados, como répteis, pássaros e mamíferos.

Em alguma fase da vida de virtualmente todas as espécies de pássaros,
ocorrem interações homossexuais que, pelo menos entre os machos,
ocasionalmente terminam em orgasmo e ejaculação.

Comportamento homossexual foi documentado em fêmeas e machos de ao
menos 71 espécies de mamíferos, incluindo ratos, camundongos,
hamsters, cobaias, coelhos, porcos-espinhos, cães, gatos, cabritos,
gado, porcos, antílopes, carneiros, macacos e até leões, os reis da
selva.

A homossexualidade entre primatas não humanos está fartamente
documentada na literatura científica. Já em 1914, Hamilton publicou no
“Journal of Animal Behaviour” um estudo sobre as tendências sexuais em
macacos e babuínos, no qual descreveu intercursos com contato vaginal
entre as fêmeas e penetração anal entre os machos dessas espécies. Em
1917, Kempf relatou observações semelhantes.

Masturbação mútua e penetração anal estão no repertório sexual de
todos os primatas já estudados, inclusive bonobos e chimpanzés, nossos
parentes mais próximos.

Considerar contra a natureza as práticas homossexuais da espécie
humana é ignorar todo o conhecimento adquirido pelos etologistas em
mais de um século de pesquisas.

Os que se sentem pessoalmente ofendidos pela existência de
homossexuais talvez imaginem que eles escolheram pertencer a essa
minoria por mero capricho. Quer dizer, num belo dia, pensaram: eu
poderia ser heterossexual, mas, como sou sem-vergonha, prefiro me
relacionar com pessoas do mesmo sexo.

Não sejamos ridículos; quem escolheria a homossexualidade se pudesse
ser como a maioria dominante? Se a vida já é dura para os
heterossexuais, imagine para os outros.

A sexualidade não admite opções, simplesmente se impõe. Podemos
controlar nosso comportamento; o desejo, jamais. O desejo brota da
alma humana, indomável como a água que despenca da cachoeira.

Mais antiga do que a roda, a homossexualidade é tão legítima e
inevitável quanto a heterossexualidade. Reprimi-la é ato de violência
que deve ser punido de forma exemplar, como alguns países o fazem com
o racismo.

Os que se sentem ultrajados pela presença de homossexuais que procurem
no âmago das próprias inclinações sexuais as razões para justificar o
ultraje. Ao contrário dos conturbados e inseguros, mulheres e homens
em paz com a sexualidade pessoal aceitam a alheia com respeito e
naturalidade.

Negar a pessoas do mesmo sexo permissão para viverem em uniões
estáveis com os mesmos direitos das uniões heterossexuais é uma
imposição abusiva que vai contra os princípios mais elementares de
justiça social.

Os pastores de almas que se opõem ao casamento entre homossexuais têm
o direito de recomendar a seus rebanhos que não o façam, mas não podem
ser nazistas a ponto de pretender impor sua vontade aos mais
esclarecidos.

Afinal, caro leitor, a menos que suas noites sejam atormentadas por
fantasias sexuais inconfessáveis, que diferença faz se a colega de
escritório é apaixonada por uma mulher? Se o vizinho dorme com outro
homem? Se, ao morrer, o apartamento dele será herdado por um sobrinho
ou pelo companheiro com quem viveu por 30 anos?

Posted by: Thomas Garfunkel

Let’s build a smart planet

Publicado: 27/11/2010 em Uncategorized

Posted by: Thomas Garfunkel

Eis aqui.

Publicado: 14/11/2010 em Uncategorized

E é gostoso chegar em casa numa sexta-feira a noite, depois do trabalho, do engarrafamento e vestir quase nada…Sem pressão. Roupa velha, larguinha, leve. Diferente das máscaras que vestimos durante a árdua semana de labuta.

E estamos preparados pra gozar nosso final de semana…

Roupa espalhada, sapato fora de lugar, almoço rápido e toda a gritaria que transforma nossos dois filhos em dez.

Televisão ligada pro nada, a hora que teima e passa, cheiro de pão da padaria e café pra nos fazer acordar.

Umas cervejas antes do almoço, “é muito bom pra ficar pensando melhor”… Sempre a mesma citação.

O Notebook no armário da cozinha tocando nossa trilha, algumas ligações da família apenas pra matar a saudade.

Ontem nos pegamos assistindo ao nosso programa de “solteiros” seguindo sempre o mesmo roteiro de sábado a noite: Dança contemporânea na TVE às 23 em ponto. E nossos filhos com os olhos vidrados na tela achando incrível “olha como o moço faz aquilo tudo como o homem aranha!” e respeitam de forma inacreditável aos minutos de silêncio necessários para compor a cena.

Gostoso demais…

E nem sobra tempo pra mais nada, as nossas angústias ficam do lado de fora e já não lembro mais da minha aflição.

 Ainda resta meia garrafa do nosso vinho e a varanda nos serve de abrigo e morada pro romantismo apressado da nossa realidade dura e paradoxalmente mágica.

E nossa união é objeto de estranheza, crítica, adoração… E ainda bem que a gente não liga pra nada, só para o que faz a nossa vida feliz.

Miss you

Publicado: 08/11/2010 em Uncategorized

Às vezes me da uma saudade de você…
mas logo passa.

Written by: Thomas Garfunkel

Conversa na Varanda

Publicado: 21/10/2010 em Uncategorized

Vivo em busca de algo. Algo que eu não sei o que é. Ao longo do caminho encontro de um tudo, e nada me satisfaz. Nada me completa.

Talvez por culpa da minha intensidade, dessa força que me deixa sem ar. Essa busca a procura de algo, por alguma coisa me faça recuperar a calma, que acalme minha aflição e que momentaneamente renove minhas frustrações, ando cansada das mesmas voltas que dou em torno de mim mesmo.

Choro sem saber o motivo. Lágrimas que talvez você me tirou a força em um dia de Sol, e me fez chover por dentro.

Giro em busca de mim ou talvez em busca de você. E não nos encontro.
Ando meio distante, não reconheço meus passos… Sinto falta de estar sozinho, de estar contigo, de estar comigo. E esse vazio dói mais por não saber o motivo, ou talvez por temer o porquê.

E ao saber que você não está mais próximo me perco ainda mais.

Hoje sonhei com o piano da minha bisa-avó. Estava todo empoeirado, largado em uma gruta, lá no alto da montanha. Você fazia questão de me mostrar que ele ainda existia, mas estava totalmente desafinado. Toquei a valsa que um namorado da minha bisa-avó fez para ela, e acordei.

Onde você está agora? Onde eu estou a todo momento? Perco-me nos seus passos, no seu caminho torto que confunde minha cabeça e faz me perder ainda mais.

E a explicação pro meu vazio é vontade de estar completo por você.

Written by: Thomas Garfunkel & Letícia Lopes